Encontros Familiares



Como dominar a ira dos filhos

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Uma das grandes dificuldades com que muitos pais se deparam ao longo do processo educativo é ter de lidar com os ataques de fúria dos filhos, algo que muitas vezes não conseguem compreender nem tão pouco solucionar.

Abordando o assunto de um ponto de vista generalista, pois nunca nos podemos esquecer da individualidade de cada um, é importante os pais perceberem que grande parte dos comportamentos agressivos advém do fato das crianças aprenderem que podem controlar eficazmente o seu ambiente através da coação e hostilidade. Este controlo é obtido pela escalada das suas reações emocionais e comportamentos até ao ponto em que o outro acaba por ceder ou afasta-se do confronto, isto é, o filho exige, torna-se cada mais agressivo na sua exigência, até os pais acabarem por satisfazer os seus desejos e necessidades primárias. Este estilo de comportamento acaba por se cristalizar e a criança aprende essa forma disfuncional de exprimir aquilo que sente (através da ira e da agressão). A insatisfação e a consequente ansiedade que a criança sente nessas situações passam a ser geradoras de comportamentos impulsivos e de difícil controlo.

De modo a conseguir lidar melhor com estas situações, é fundamental que o seu filho compreenda que está a agir de modo incorreto, que perceba o motivo por que reage de tal forma (porque se sente nervoso e revoltado, por exemplo) e que existem outras maneiras de mostrar aquilo que sente.

Seguem-se algumas orientações que o poderão ajudar.

– Não reforce o comportamento agressivo nem fortaleça a ligação entre agressão e controlo coercivo. Ou seja, não ceda às exigências da criança.

– Ajude-o a perceber os sentimentos e reações negativas que surgem nesses momentos, de modo a ele conseguir controlar e gerir os seus impulsos. É importante perguntar-lhe aquilo que sente nessas alturas para ele conseguir identificar as emoções negativas (raiva, ódio, ansiedade), os respetivos pensamentos associados (“tenho de ter este brinquedo imediatamente”) e as reações fisiológicas (sensação estranha na barriga, cabeça confusa, “nervoso miudinho”, formigueiro).

– Transmitir-lhe novas formas de expressar aquilo que quer e que está a sentir. Por exemplo, apenas dê ao seu filho aquilo que ele deseja quando ele pedir de forma adequada. Paralelamente, fale com ele sobre outras formas de comportamento e dê exemplos em concreto (quando voltar a acontecer a situação X deverás agir da forma Y).

– As crianças imitam frequentemente o comportamento dos adultos que a rodeiam e os pais são o seu principal modelo. Assim, é fundamental que eles próprios utilizem métodos adequados para lidar com situações de provocação e geradoras de stress e ansiedade, de modo a transmitirem estilos de comportamento funcionais e serem um modelo de comportamento adequado.

– Procure envolver o seu filho em atividades estruturadas e que promovam a capacidade de cooperação e interajuda (individuais ou em grupo). Este tipo de dinâmicas ajuda-os a adquirir maior capacidade de auto-controlo e a gerir melhor os seus impulsos.

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