Encontros Familiares


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The following is a list of all entries from the dicas category.

Gestão de Conflitos: 10 regras fundamentais

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Os corações são como as mães…

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… Chateiam um bocadinho mas têm quase sempre razão.

A frase não é minha mas achei que devia partilhar com os meus queridos leitores.
Naqueles momentos de maior angústia,em que nos sentimos perdidos e sem saber o que fazer,acabamos sempre por chamar a nossa mãe. É ela o nosso suporte,o nosso porto seguro,que melhor do que ninguém nos sabe dar forças (que por vezes nem ela própria sabe de onde vêm) para nos amparar em qualquer momento.
Ser mãe não é fácil… É um trabalho árduo e que se mantém durante toda a vida…
Ás vezes as mães também erram e às vezes também não sabem o que fazer.
Mas o seu instinto fala sempre mais alto e acaba sempre por dar as respostas corretas, mesmo que demorem um bocadinho mais a surgir.
Confiem nos vossos corações, confiem nos vossos instintos…


Aprenda a exprimir aquilo que sente

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Como dominar a ira dos filhos

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Uma das grandes dificuldades com que muitos pais se deparam ao longo do processo educativo é ter de lidar com os ataques de fúria dos filhos, algo que muitas vezes não conseguem compreender nem tão pouco solucionar.

Abordando o assunto de um ponto de vista generalista, pois nunca nos podemos esquecer da individualidade de cada um, é importante os pais perceberem que grande parte dos comportamentos agressivos advém do fato das crianças aprenderem que podem controlar eficazmente o seu ambiente através da coação e hostilidade. Este controlo é obtido pela escalada das suas reações emocionais e comportamentos até ao ponto em que o outro acaba por ceder ou afasta-se do confronto, isto é, o filho exige, torna-se cada mais agressivo na sua exigência, até os pais acabarem por satisfazer os seus desejos e necessidades primárias. Este estilo de comportamento acaba por se cristalizar e a criança aprende essa forma disfuncional de exprimir aquilo que sente (através da ira e da agressão). A insatisfação e a consequente ansiedade que a criança sente nessas situações passam a ser geradoras de comportamentos impulsivos e de difícil controlo.

De modo a conseguir lidar melhor com estas situações, é fundamental que o seu filho compreenda que está a agir de modo incorreto, que perceba o motivo por que reage de tal forma (porque se sente nervoso e revoltado, por exemplo) e que existem outras maneiras de mostrar aquilo que sente.

Seguem-se algumas orientações que o poderão ajudar.

– Não reforce o comportamento agressivo nem fortaleça a ligação entre agressão e controlo coercivo. Ou seja, não ceda às exigências da criança.

– Ajude-o a perceber os sentimentos e reações negativas que surgem nesses momentos, de modo a ele conseguir controlar e gerir os seus impulsos. É importante perguntar-lhe aquilo que sente nessas alturas para ele conseguir identificar as emoções negativas (raiva, ódio, ansiedade), os respetivos pensamentos associados (“tenho de ter este brinquedo imediatamente”) e as reações fisiológicas (sensação estranha na barriga, cabeça confusa, “nervoso miudinho”, formigueiro).

– Transmitir-lhe novas formas de expressar aquilo que quer e que está a sentir. Por exemplo, apenas dê ao seu filho aquilo que ele deseja quando ele pedir de forma adequada. Paralelamente, fale com ele sobre outras formas de comportamento e dê exemplos em concreto (quando voltar a acontecer a situação X deverás agir da forma Y).

– As crianças imitam frequentemente o comportamento dos adultos que a rodeiam e os pais são o seu principal modelo. Assim, é fundamental que eles próprios utilizem métodos adequados para lidar com situações de provocação e geradoras de stress e ansiedade, de modo a transmitirem estilos de comportamento funcionais e serem um modelo de comportamento adequado.

– Procure envolver o seu filho em atividades estruturadas e que promovam a capacidade de cooperação e interajuda (individuais ou em grupo). Este tipo de dinâmicas ajuda-os a adquirir maior capacidade de auto-controlo e a gerir melhor os seus impulsos.


Não embrulhe os problemas (parte 3)

Dica 3 – Relações

Aproveitem o tempinho livre que têm nestes dias festivos para promover as relações familiares, porque são elas que devem ser realmente valorizadas nesta época. Vejam um filme todos em conjunto, reúna a família para passarem a tarde do próximo sábado a decorar a casa com enfeites natalícios, coloquem todos os dias até ao Natal uns papeizinhos na porta do quarto de cada um dirigido aos vários elementos da família com frases postivias ou no frigorífico dirigido a toda a família, aventure-se a descobrir aqueles lugares próximos de sua casa que nunca teve tempo para visitar e, já agora, pense em algo romântico para proporcionar ao seu marido/esposa na noite de Natal. Mais uma vez: aposte em atividades novas, surpreendentes, que suscitem boas emoções e que reúnam toda a família.

É importante pensarmos nestas coisas que, à partida, poderão parecer demasiado óbvias e simples mas que, muitas vezes, nos esquecemos delas por nos deixarmos levar pelo desânimo face à incapacidade para dar resposta às exigências da sociedade de consumo que nos “obriga” a gastar muito dinheiro a proporcionar aos nossos filhos coisas demasiado inacessíveis.


Não embrulhe os problemas (parte 2)

Dica 2 – Presentes

Transmita à sua família que o melhor presente que poderia receber era algo feito por eles, de modo a desvalorizar o consumismo abusivo inerente a esta quadra e a promover a criatividade escondida em cada um. Por exemplo, sugira ao seu filho para fazer um desenho bonito sobre o Natal e depois embrulhar para o oferecer a alguém, ou diga ao seu marido/esposa para pensar em algo criativo para lhe oferecer que represente a vossa relação até ao momento. Ainda vai a tempo para pensar em muita coisa que pode oferecer…

E não se esqueça dos cinco elementos a incluir nos seus presentes: a novidade, a surpresa, a capacidade de proporcionar emoções positivas, de promover a relação interpessoal e de incentivar novas experiências.

Tome nota de alguns exemplos de presentes que voçê mesmo pode fazer:

Elabore um álbum de recordações com fotos antigas e escreva um comentário a cada uma delas; faça uma encadernação com os trabalhos antigos do seu filho que você guardou desde o primeiro ano; construa um CD com a compilação das músicas antigas que costumavam ouvir nas viagens; crie um pequeno diário (basta personalizar um caderno normal) que seja partilhado pelos vários elementos da família onde regularmente façam o registo de palavras, ideias, imagens, pensamentos do dia-a-dia; faça um vídeo com uma compilação de fotos da família ou simplesmente passe para um DVD aquele filme antigo em formato VHS com a festa de Natal da escola primária do seu filho; faça várias bolachinhas (ou outro tipo de doce) com mensagens engraçadas e embrulhe-as numa caixinha.

Invente, renove, seja criativo!!!

 


Não embrulhe os problemas

A chegada do Natal trás uma série de sentimentos antagónicos a cada um de nós enquanto adultos: uns adoram o rodopio das compras, as iluminações nas ruas, o frenesim dos centros comerciais, o cheiro da comida boa, as canções de Natal, …. Contudo, há também quem se sinta “deprimido”, nostálgico e um pouco abatido nesta quadra festiva, especialmente numa conjetura atual onde respiramos a crise por todo o lado e onde o dinheiro é cada vez mais reduzido.

Mas não nos podemos esquecer do seguinte: o Natal é das crianças e são elas as principais prejudicadas pelos sentimentos negativos que nos avassalam. Permitam-se a vocês mesmos disfrutar das coisas boas desta época e proporcionem a alegria, o entusiasmo e a alvoroço da quadra natalícia às crianças que vos rodeiam.

“De que forma isso é possível? A gastar dinheiro em presentes e em comida?”, podem vocês perguntar. Claro que faz parte da época algumas despesas extra, mas o mais importante é rechearem estes dias que se seguem até ao dia de Natal com alguns elementos essenciais que vos vão proporcionar um estado de espírito mais positivo e que, consequentemente, se espalhará para toda a família.

Tomem nota: a surpresa (principalmente as crianças adoram ser surpreendidas), a partilha de emoções positivas (pense em atividade que sejam capazes de proporcionar a si e à sua família sentimentos agradáveis), o entusiasmo perante a novidade (todos nós gostamos de coisas novas!), a troca de novas experiências (o ser humano está em constante aprendizagem, nunca se esqueça disso) e o fomentar das relações (que são a base da nossa vida e do nosso bem-estar). Seguem-se alguns exemplos de como pode aplicar estes cinco elementos em vários tipos de atividades.

Dica 1: Comida

– Faça receitas rápidas, baratas e simples com os seus filhos (as crianças adoram fazer guloseimas), com os seus amigos (chame a sua colega de trabalho para fazerem filhós em sua casa no fim de semana), com os seus familiares (peça à sua mãe para fazerem em conjunto aquelas rabanadas que só ela tem a receita) e vai ver como eles se vão sentir valorizados e voçê com mais energia positiva. Atualmente, há milhares de sites na internet onde pode ir buscar novas ideias. É uma forma de enriquecer o seu reportório culinário, passar mais tempo com quem gosta e adiantar as ementas do dia de Natal.

Brevemente irei revelar novas dicas.